| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Pelecaniformes |
| Família: | Ardeidae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | E. thula |
A garça-branca-pequena é uma ave da ordem Pelecaniformes da família Ardeidae. Também conhecida como garcinha-branca, garça-pequena e garcinha.
Seu nome científico significa: do (francês) aigrette = garça; e do (araucano) thula = de pescoço negro. ⇒ Garça de pescoço negro. Este nome foi dado à garça-branca-pequena (Egretta thula) em erro cometido por Molina (1782): “Ardea thula, nome, che viene dalla lingua Chilese”) (Egretta).
54 a 66 cm, envergadura de 100 cm, peso cerca de 370 gramas, com machos ligeiramente maiores que fêmeas. Totalmente branca, bico preto com uma mancha amarela em sua base; íris e loro amarelos; pernas longas, comparativamente delgadas, pretas, com pés amarelos brilhantes. Apresenta grandes egretes no período reprodutivo, (Egrete: Zool. Feixe de plumas alongadas que enfeitam a cabeça de algumas garças na época de reprodução) mais evidenciado nos machos. Na época da reprodução, a plumagem nupcial tem as egretas mais desenvolvidas, com tufos de penas brancas como seda, com as pontas viradas para cima, adornam o topo da cabeça, o peito e a parte de trás das costas. No auge da reprodução as cores das partes nuas ficam mais pronunciadas, o loro e os pés tornam-se muito mais ricos em cores, tendendo ao avermelhado e alaranjado, respectivamente. A plumagem é rica em pó, o qual é produzido por plumas de pó concentradas no peito e nos lados do corpo. Em jovens e adultos não reprodutores, as pernas são escuras na frente e amarelo-esverdeadas no dorso, sendo os pés amarelos. E não há penas ornamentais.
As subespécies Ssp. thula e Ssp. brewsteri, diferem pelo tamanho, sendo que Egretta thula thula é menor em média do que Egretta thula brewsteri e com o tarso mais curto.
Alimenta-se de peixes de água doce e marinhos de forma bastante ativa. Aprecia também insetos, larvas, moluscos, vermes, caranguejos e outros crustáceos, anfíbios e pequenos répteis. É a espécie de garça que usa as mais diferentes técnicas de pesca e caça: parada, andando devagar ou rápido, usando os pés para desalojar a presa, etc. Frequentemente segue o gado para pegar insetos e outras criaturas perturbadas pelos passos dos animais. Já foi observado até mesmo pescando usando pedaços de pão como isca.
Durante a estação de reprodução, exibição de corte principal é a exibição de alongamento, durante a qual o macho balança o corpo para cima e para baixo enquanto segura o bico apontado para o céu e chama “a-wah-wah-wah”. Macho pode realizar uma exibição de alongamento aéreo, pousando no local de decolagem. Outras exibições aéreas, incluindo circle flight, tumbling flight e jumping-over, contribuem para a formação de pares e também podem ser realizados pelas fêmeas após o emparelhamento. Tumbling Flight é a exibição mais espetacular e consiste em o macho, e talvez sua companheira, voando para cima e caindo em direção à terra, caindo continuamente até que o indivíduo se recupere pouco antes de pousar. Na época da reprodução associa-se em colônias formando ninhais com outras espécies. O casal constrói uma plataforma de galhos secos sobre uma árvore, geralmente próxima à água e raramente aninha no solo. O macho traz os materiais (galhos) para a fêmea que constrói o ninho. A fêmea põe, com 2 ou 3 dias de intervalo, de 3 a 7 ovos esverdeados ou verde-azulados que medem cerca de 43 por 32 milímetros cada um. Estes ovos são incubados pelo casal durante 25 a 26 dias e, quando nascem os filhotes, que são nidícolas, os pais fornecem-lhes alimento regurgitado. A época de reprodução varia de acordo com a região, na América do Sul vai de novembro a janeiro.
Habita bordas de lagos, rios, banhados e à beira-mar.
Comum em manguezais, estuários e poças de lama na costa, sendo menos numerosa em pântanos e poças de água doce.
Vive em grupos e migra em pequenas distâncias para dormir.
Todo o Brasil e desde o sul dos Estados Unidos e Antilhas à quase totalidade da América do Sul.
No período que antecede a reprodução, um grande número de
garças-brancas-pequenas e grandes podem ser encontradas
nos lagos, rios, represas e espelhos d’água da cidade de São
Paulo. Como seus dormitórios são estabelecidos em árvores
próximas a essas coleções de água, muitas vezes o excesso de
suas fezes ácidas pode causar danos temporários à vegetação.
Por outro lado, essas duas espécies de garças cumprem
importante papel no controle das populações de peixes nos
lagos e represas eutrofizadas como os lagos dos Parques
Ibirapuera e Aclimação, além das Represas Billings e
Guarapiranga.